

Em 2000, a Unilever do Brasil – fabricante de artigos de higiene e beleza e de alimentos – enfrentava um grave problema na área de transportes. Naquele ano a multinacional de origem anglo-holandesa, uma das mais expressivas do setor nacional de bens de consumo, registrou o maior índice de roubos de carga de sua história de mais de 70 anos no país. Em função da facilidade de desova, os produtos de sua unidade de higiene e beleza – à época, o transporte da carga da divisão de alimentos era feito separadamente – se transformaram em alvo preferencial das quadrilhas. E elevaram o índice de sinistros às alturas, tanto que as seguradoras simplesmente não queriam mais fazer o seguro da carga.
“Quando se chega a uma situação como esta, é preciso tomar outro tipo de medida”, acentua Leonardo Rubinato Fernandes, gerente Nacional de Transportes da diretoria de Operações Logísticas da Unilever. Sem revelar volumes, ele conta apenas que o cenário crítico foi o principal motivador do projeto de gestão de risco (GR) que a companhia adotou então. “O objetivo era reduzir o índice de roubos para um patamar gerenciável e retornar a uma zona de atratividade para as seguradoras”, acentua Fernandes.
Desenvolvido em parceria com a Pamcary – provedora de soluções integradas em seguros, gerenciamento de riscos e informações logísticas, que tem em sua carteira de clientes alguns dos maiores embarcadores do país, duas mil transportadoras e mais de 300 mil motoristas –, o projeto focou, na sua primeira etapa, exclusivamente o combate ao roubo, que representava 77% dos sinistros – enquanto os acidentes respondiam por 23% das ocorrências.
Sensibilizada sobre a importância estratégica do GR, a direção da companhia abraçou o projeto e o colocou entre suas prioridades. “Isso foi essencial para darmos início e continuidade ao processo”, ressalta o gerente, informando que o projeto foi desenhado e conduzido por uma equipe formada por profissionais da Unilever e da Pamcary.
Primeiros passos
Naquele momento, todos os ativos de logística e transporte da Unilever já eram terceirizados. “Há bastante tempo os caminhões e respectivos motoristas são contratados pelos nossos parceiros. Em função disso, naquele momento não sabíamos nada sobre os profissionais que transportavam as nossas cargas. Aí, a Pamcary entrou com seu know-how para melhorar as condições de risco a que nossos produtos estavam submetidos”, informa Fernandes.
Com a parceria, a Unilever passou a adotar as ferramentas e procedimentos da Pamcary. O primeiro passo foi a adoção do Telerisco, o banco de dados que reúne informações de 1,4 milhão de motoristas e 180 mil veículos. “Trata-se de um sistema de pesquisa eficiente e permanentemente atualizado, que funciona 24 horas por dia e já é utilizado em mais de cinco mil terminais de carga de transportadores e embarcadores, operadores logísticos, seguradoras e postos de combustível”, detalha Darcio Centoducato, diretor de Gerenciamento de Riscos da Pamcary.
Por meio do Telerisco, antes do carregamento, a Unilever consulta o CPF do motorista e do proprietário do caminhão, assim como a placa do cavalo e da carreta, certificando-se de que ambos são idôneos. “Não se trata apenas de um black file; o Telerisco também aponta os bons profissionais. Cada vez que um motorista cumpre uma viagem sem acidentes e sem roubos, isso vai para seu currículo. Existem motoristas que estão no ramo há 20 anos e nunca se acidentaram nem foram roubados”, ressalta Centoducato, acrescentando que a Pamcary gerencia 500 mil viagens por mês.
Aliada ao Telerisco, a Unilever também introduziu a tecnologia de rastreamento dos caminhões. “Até então, a ferramenta era muito pouco utilizada no mercado brasileiro. Portanto, fomos um dos precursores e incentivadores do uso de rastreadores pelas transportadoras”, entende o gerente da Unilever. Somaram-se às medidas os procedimentos da Pamcary, como o estabelecimento de horários para os veículos circularem e a indicação dos trechos rodoviários mais perigosos do ponto de vista da segurança. “Enfim, foi feito todo um mapeamento de condições de risco que devem ser evitadas para garantir a redução dos sinistros. Tudo auditado nas etapas de carregamento e descarregamento da carga nas unidades da Unilever”, destaca Fernandes.
Segundo o gerente, rapidamente as medidas proporcionaram à empresa uma redução de 60% dos roubos. Considerando uma base de 100% no início do projeto, quando os roubos ultrapassavam 70% dos sinistros, em 2002 as ocorrências desta natureza haviam baixado para 57%. “Só com isso conquistamos benefícios significativos: além da confiança das seguradoras, passamos a ter uma operação mais tranqüila, com menos sobressaltos.” O gerente acrescenta que os roubos diminuíram progressivamente nos anos seguintes, estando hoje em torno de 15%. “É uma das taxas mais baixas do mercado brasileiro de bens de consumo.”
A vez dos acidentes
Uma vez controlada a questão dos roubos, ganharam relevância no processo de transporte os acidentes, “ocorrências de graves proporções, não apenas do ponto de vista da operação, mas principalmente no aspecto social, uma vez que trazem conseqüências como mortalidade e incapacidade profissional”, acentua Fernandes, contando que, a partir de 2003, a Unilever colocou o assunto no topo da agenda. “As ações para o enfrentamento do problema foram inseridas nas nossas estratégias de logística, no âmbito da parceria com a Pamcary, com a conscientização de toda a empresa sobre a importância do tema”, conta o gerente da Unilever, que em 2002 registrava oito acidentes a cada dez mil embarques, dois acima da média de mercado consolidada pela Pamcary, sendo 23% deles graves.
Para reverter o quadro, em novembro daquele ano teve início a segunda etapa do projeto, que redundou na criação do programa de redução de acidentes. A ação contou com o apoio da estrutura da Pamcary, que atende a cinco mil acidentes por ano nas estradas, tem 32 filiais espalhadas por todo o país e veículos equipados para o monitoramento das ocorrências, transmitindo para a sua central de atendimento informações e imagens dos acidentes.
“O deslocamento destas equipes demora, em média, uma hora e 40 minutos. Ali, nossos funcionários fazem o relatório preliminar da situação – condições do veículo e da carga – e dão todo o suporte ao motorista”, explica o diretor da Pamcary, informando que, no Brasil, são registrados anualmente mais de 90 mil acidentes com caminhões, que acarretam prejuízos de R$ 9,7 bilhões. “Cerca de 8,5 mil pessoas morrem em acidentes todos os anos; um terço são motoristas de caminhão”, ressalta Centoducato.
Na Unilever, o sinistro é acompanhado online por Daniela Emmerick, coordenadora de transporte responsável pela gestão de risco da companhia. Assim que a Pamcary consolida as informações preliminares da ocorrência em seu centro de atendimento, um e-mail é enviado para Daniela e para outras pessoas-chave da distribuição. “Assim, agimos rapidamente sobre os eventuais danos que os acidentes podem provocar ao longo da cadeia de abastecimento. Por exemplo, se a carga acidentada se destina a um cliente final, precisamos recolocar o pedido e baixar a nota fiscal do que estava sendo transportado para evitar cobrança indevida”, observa Daniela.
Além do monitoramento, a coordenadora destaca outra vertente do projeto de prevenção: o motorista, identificado como uma das principais variáveis nos acidentes. Em conjunto com a Pamcary, a companhia criou um comitê de prevenção que permitiu traçar um diagnóstico sobre as causas dos acidentes e, desde então, vem apoiando as diretrizes para a sua redução. Entre elas, destaca-se a ação desenvolvida pelo Centro Universitário Capital (Unicapital), que elaborou um questionário específico para esses profissionais, para levantar as dificuldades relacionadas ao seu trabalho. “Os dados foram confidencializados pela Unicapital, ou seja, nem a Unilever nem os transportadores tiveram acesso às respostas. Com isso garantimos que suas declarações não se converteriam em punições ou demissões”, ressalta Daniela.
Após a consolidação dos dados, chegou-se a conclusões importantes sobre o nível de estresse físico dos profissionais, como dores na coluna, nas pernas e nos braços provocadas por postura incorreta e tempo de viagem. “Alguns apresentavam também problemas intestinais, porque ficavam muito tempo sentados ou se alimentavam mal”, relata a coordenadora, acrescentando que, a partir destas informações, a Unicapital desenvolveu um programa de exercícios para os motoristas praticarem durante as paradas de viagem, posteriormente incluído nas normas de GR da Unilever como procedimento-padrão.
No centro de distribuição de Louveira, no interior paulista, a companhia instalou estruturas para a prática de exercícios, levadas, ao longo de 2004, para outros sete CDs. Orientados por estagiários do Departamento de Fisioterapia da Unicapital, 1.230 motoristas passaram pelo programa de exercícios físicos profiláticos, que integraram uma cartilha para o motorista que transporta a carga da Unilever. “Antes, eles entravam no CD e ficavam lá apenas à espera da carga. De repente, estavam participando de um programa desenvolvido para eles, com foco na melhoria das condições de trabalho. A adesão foi imediata”, ressalta Daniela.
Ela acrescenta que em 2005 e 2006, no âmbito do programa, a Unilever desenvolveu outras ações, como a criação de um boletim informativo, de periodicidade mensal, dirigido aos motoristas e a campanha “Xerife da Estada”. “Cada transportadora escolhia um motorista considerado exemplar que se tornava um agente multiplicador da informação junto aos seus colegas”, explica a coordenadora, acrescentando que no CD de Louveira – o maior da Unilever – foi instalada uma sala exclusiva para os profissionais, com refeitório, televisão e DVD, além de vestiários com chuveiro. “E em dezembro último passamos a servir refeições no período de fechamento do mês, quando os volumes de carga são maiores e o número de motoristas no CD de Louveira aumenta muito.”
O programa teve impacto positivo na freqüência dos sinistros por acidentes. Nos sete primeiros meses de sua implantação, o número despencou para 2,8 acidentes a cada dez mil embarques e consolidou-se em 2,7 no ano passado. “Outro dado importante é que reduzimos sensivelmente o índice de acidentes graves e zeramos os fatais”, destaca Daniela.
Salto de qualidade
Uma vez controlados os problemas com roubos e acidentes, a Unilever estava preparada para uma nova etapa do projeto, definido por Fernandes como “um salto de qualidade”, porque viabilizou a implantação de uma gestão mais adequada e eficiente do transporte e, conseqüentemente, teve impacto no custo da operação. “As margens de frete no Brasil como um todo são muito apertadas. Não se consegue ter reduções substanciais, acima de 2%, 3%, apenas na base da negociação. É preciso ter uma gestão mais sofisticada, que garanta uma produtividade diferenciada para o ativo do transportador. Quando passamos a pensar assim, ficou muito claro que era preciso mudar o conceito”, acentua o gerente da Unilever.
Aproveitando toda a infra-estrutura criada para atender ao gerenciamento de risco – além dos rastreadores nos veículos, em 2005 foi instalada a Central de Monitoramento e implantado o Infolog, software desenvolvido pela Pamcary para tracking das cargas –, o projeto voltou-se para a ponta logística. Em 2007, com as operações das divisões de higiene e beleza e de alimentos já centralizadas, o novo modelo começou a ser implementado.
Uma nova estrutura operacional foi criada para controlar as operações de distribuição da Unilever: a Central de Tráfego, que hoje reúne 17 profissionais que atuam no controle da carga, com o apoio do Infolog. “Seria muito difícil controlar os milhares de fluxos e veículos envolvidos na distribuição dos nossos produtos apenas com telefone e planilha Excel. Para atender às novas demandas por informação logística, a Pamcary customizou o Infolog”, diz Fernandes.
Centoducato conta que a vertente logística do software foi adotada de forma embrionária pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) há alguns anos. “Mas esta é a primeira experiência a aprofundar os conceitos logísticos do Infolog”, conta o diretor da Pamcary, destacando o papel da ferramenta na gestão da operação. “Com ele, é possível acompanhar em tempo real, via internet, todo o ciclo do transporte.”
As informações sobre os veículos são geradas na Pamcary, que as utiliza para o gerenciamento de risco, e retransmitidas, via sistema, para a Central de Tráfego da Unilever. “Na Central não monitoramos os sinistros; isso a Pamcary faz. Nosso foco é a informação de posicionamento do veículo, gerada pelo nosso parceiro, responsável pelo processo de ‘espelhamento de sinal’. Com isto acompanhamos as diversas variáveis do transporte, como tempo de carregamento e descarga, pontualidade das janelas de embarque, transit time e andamento das viagens. Utilizamos essas informações para garantir maior produtividade e eficiência na operação”, descreve Fernandes.
E que operação! A malha logística da Unilever envolve dez fábricas – cinco para cada uma das duas divisões – localizadas em São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Pernambuco; o abastecimento de 11 mil pontos de entrega em todo o país, responsáveis pela geração de 450 mil pedidos/ano, que movimentam 232 milhões de caixas ou 1,7 milhão de toneladas; cinco parceiros logísticos, 14 CDs, 290 mil m2 de área de armazenagem; 120 transportadoras e 2.660 pessoas – 360 funcionários da Unilever e 2,3 mil terceirizados.
Circuitos estáticos
O gerente conta que, antes da adoção do novo modelo, o transporte da Uniliver era descentralizado, o que resultava numa operação menos produtiva e, ao mesmo tempo, mais cara. “Por exemplo, uma transportadora ia de São Paulo até Goiânia para fazer uma entrega no cliente Unilever. Ao mesmo tempo, outro fornecedor fazia o trajeto contrário carregando produto acabado da fábrica para o nosso CD. Então, havia um caminhão indo e outro vindo e, depois de descarregar, ambos voltariam vazios ou ficariam dias parados aguardando nova carga. Na contratação do transporte essa ociosidade é precificada e inserida no frete. Como raramente tínhamos transportes casados, o frete acabava sendo bastante alto”, lembra Fernandes.
Com a visibilidade proporcionada pela Central e o apoio do Infolog, explica, foi possível identificar e montar operações casadas, batizadas de Circuitos
Estáticos (CE). “Identificamos os fluxos cruzados, garantindo ao transportador volumes fixos e maior produtividade do caminhão, ou seja, ele vai sempre rodar cheio”, diz o gerente, acrescentando que, uma vez que a Unilever assegura maior produtividade ao veículo, tem condições de negociar uma tarifa de frete menor. “Quando um caminhão anda sempre lotado e pára o mínimo necessário para descarregar, há um custo ótimo de logística.”
À Unilever cabe identificar e desenhar os circuitos e, a partir deles, administrar o trajeto do transporte. “Da Central de Tráfego, estamos o tempo todo enxergando o veículo e o que está acontecendo na operação”, explica Fernandes, segundo quem, sempre que o realizado difere do planejado, uma “luz vermelha” indicando o problema é acesa na Central.
O conceito de Circuito Estático envolve uma série de parâmetros e de tempos que precisam ser cumpridos. “A Central recolhe a informação bruta e a analisa, traçando planos e controlando a operação e os fornecedores de transporte dentro do que foi acordado. Assim, quando o caminhão desvia de algum indicador, a Central reage imediatamente: ligamos para o motorista para saber o que está acontecendo. Se, por exemplo, o veículo quebrou, acionamos a transportadora para que ela coloque outro no lugar. Ou seja, os indicadores de desempenho acordados com os fornecedores desencadeiam nossa intervenção no caso de não-conformidade”, observa o gerente.
Como exemplo, ele cita o circuito formado pelo CD de Louveira, por um cliente final no Rio de Janeiro e pelas fábricas da Sal Cisne em Cabo Frio (RJ) e da Unilever em Pouso Alegre (MG), responsável pelas marcas Hellmann’s e Knorr. “Um único caminhão cobre todo o percurso: retira os produtos acabados de Pouso Alegre e descarrega em Louveira. De lá, a carga vai para o Rio de Janeiro, onde temos um ponto de entrega. O caminhão segue vazio em um pequeno trecho até a fábrica do nosso fornecedor em Cabo Frio. E volta a Pouso Alegre para descarregar o insumo, fechando o ciclo”, demonstra Fernandes, acentuando que o caminhão, com quatro pontos de carga e descarga, percorre 1.500 km em apenas 48 horas. “Graças à excelente performance, conseguimos reduzir nosso custo de frete neste trecho em 17%.”
O gerente conta que a Unilever já criou 20 Circuitos, mas, por uma questão estratégica, não revela quanto eles representam no total da operação.
“O que posso dizer é que certamente não teremos como construir Circuitos em 100% do nosso transporte, pois em alguns trechos não temos e dificilmente teremos fluxos cruzados”, pondera, acrescentando que as outras variáveis consideradas para a implantação de um Circuito Estático são a freqüência dos pedidos e a compatibilidade dos produtos e do veículo. “Quando confirmamos que o CE é viável, montamos a operação e lançamos o edital para a contratação do fornecedor.” Ele diz que as transportadoras devem atender a pré-requisitos como idade da frota, rastreadores e motorista cadastrado no Telerisco. “Os veículos utilizados nos CEs precisam ser novos, para que tenhamos um bom desempenho.”
Os 20 Circuitos implantados proporcionaram à Unilever entre 20% e 25% de redução na conta frete. Mas há outra série de ganhos contabilizados. “Uma operação como esta, otimizada e monitorada, tem uma robustez e uma confiabilidade mais altas. Isso traz, por exemplo, benefícios em estoque, que em qualquer centro de distribuição espelha a variabilidade do processo. Em uma operação confiável, a variabilidade é menor; conseqüentemente, os estoques de segurança são menores. Ou seja, a empresa tem menos dinheiro parado em estoque e, portanto, o capital empregado na distribuição também é menor”, demonstra o gerente.
O diretor da Pamcary observa ainda que, nos 20 CEs de altíssimo desempenho logístico, o número de acidentes é significativamente menor. “São apenas 0,2 acidentes a cada dez mil embarques, contra 2,6 e 6 da Unilever e Pamcary, respectivamente”, assinala Centoducato, para quem o desempenho prova que é possível obter eficiência logística com segurança, poupando vidas. “Quanto mais ‘circuitáveis’ forem as operações, melhor para todos os elos: embarcador, transportador e motoristas.”
Entre os planos da Unilever estão não apenas a prospecção de novos CEs, mas, principalmente, o compartilhamento das operações com outras empresas de bens de consumo. “É a quarta fase do projeto, que está apenas começando. A idéia é identificar indústrias que tenham fluxos para os mesmos clientes, em trechos em que não temos como criar Circuitos, dividindo benefícios. Estamos começando a olhar para oportunidades do mercado e não mais apenas para a nossa operação. Este é o conceito de colaboração”, finaliza Fernandes.
Cláudia Malinverni
Pamcary: (11) 3889-1342 Unilever: (11) 3568-8000