05/2008 - Revista Cobertura

Pamcary lança ferramenta de gestão on-line


Novo processo possibilita interação e visualização de todo o processo do sinistro, por meio de documentos e descritivos. O trabalho possibilita uma maior transparência no gerenciamento de riscos.

A cada dia que passa as empresas que atuam no mercado segurador investem mais na gestão de riscos como forma de minimizar custos, agregar valor e garantir a eficácia do processo logístico. A importância desse trabalho é refletida em um exemplo citado Pamcary, uma das maiores empresas do segmento que oferece soluções integradas em seguros, gerenciamento de riscos e informações logísticas. Com mais de 100 grandes embarcadores como clientes, além das 2 mil empresas de transportes de carga, a empresa implementou um modelo de gestão de riscos aos embarcadores que permitiu a redução dos prejuízos em 42%.

Para auxiliar ainda mais esse trabalho, desde março a GPS Logística, detentora da marca Pamcary, disponibilizou ao mercado o Sistema de Gestão de Sinistros On-line (SGS), um serviço que permite aos clientes e parceiros da empresa, sejam eles embarcadores, transportadoras, seguradoras e corretores, ter acesso, em tempo real, aos procedimentos de atendimento a um sinistro na estrada. Essa ferramenta possibilita às partes interessadas receber e transmitir orientações e também participar das decisões, independente de onde estiverem.

“Após a chegada no local do acidente, o comissário de avarias produz as primeiras fotos e relatos do sinistro que são disponibilizados no portal corporativo da GPS Logística. A cada documento obtido, recurso contratado, decisão tomada, o site é alimentado de forma a mantê-lo sempre atualizado”, explica o diretor de Operações, Cleri Mozzer.

De acordo com ele, o funcionamento da ferramenta se dá a partir do momento em que o aviso de sinistro é enviado ao cliente, em que ao clicar no link, já entra no sistema de gestão de sinistro on-line.

O SGS da empresa começou a ser criado em junho de 2006, contou com investimentos de mais de R$ 1 milhão e está disponível a todos os clientes e parceiros em âmbito nacional.

Pesquisa

O cenário brasileiro registra 12 mil ocorrências de roubos de carga ao ano, o que gera prejuízos no valor de R$ 1 bilhão, enquanto são registrados 85 mil acidentes ao ano com caminhões em estradas estaduais e federais. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), os acidentes de trânsito geram prejuízos da ordem de R$ 26 bilhões.

“A Pamcary atende uma média ao ano de 5 mil acidentes e possui mais de 80 dados diferentes coletados em cada um deles. Esse trabalho nos permitiu quantificar que destes R$ 26 bilhões, R$ 9,6 bilhões estão relacionados a veículos que transportam cargas, sendo que a carga para fins securitários é responsável por 5% desse valor”, destaca o diretor de Gerenciamento de Riscos da empresa, Darcio Centoducato.

O restante do montante mencionado pelo executivo da empresa que possui 32 filiais e 150 comissários de avarias espalhados em território nacional, é originado do dano humano. Ainda segundo dados da Pamcary, o perfil dos acidentes em rodovias brasileiras é o de que, a cada 100 ocorrências, 37 pessoas são feridas levemente, 16 de origem grave e 13 fatais. “Segundo estatísticas, dos acidentes com feridos gravemente, metade morre posteriormente. Tendo como base esses dados, estimamos que cerca de 8,5 mil pessoas morram por ano em virtude de acidentes em rodovias brasileiras e que 34% sejam motoristas”, diz ele, lembrando que ainda há os danos ao meio ambiente e à imagem da empresa.

Com um banco de dados, denominado Telerisco, a empresa possui 1,4 milhão registros de nomes de motoristas que inclui antecedentes socioeconômicos, criminais e acidentes, de forma que possibilite conhecer quem são esses profissionais.

É nesse cenário que são elaborados planos de gestão de riscos de forma que previna essas perdas muitas vezes imensuráveis. Com o objetivo de reduzir as conseqüências e a probabilidade de ocorrência de um evento parecido. Sendo assim, a nova ferramenta da Pamcary oferece informações valiosas à Comissão de Prevenção de Acidentes.

“Atender sinistros de forma requintada é necessário para resolver a ocorrência rapidamente, diminuir o prejuízo de uma seguradora e possibilitar que ela acompanhe, interaja na mensuração do dano e evitar que ele ocorra novamente”, diz o diretor de gerenciamento de riscos da empresa, cujo tempo médio de chegada a uma ocorrência é de 1 hora e 42 minutos.

 



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